Amigos-leitores do BF: eu estou de volta após um curtíssimo sumiço. Fiquei duas semanas na França. Parte trabalhando, parte descansando. Na bagagem, além dos vinhos nacionais, trouxe muitas histórias para o blog. Daqui a pouco, elas estarão por aqui. Aguardem.
“Você é o Google?!?”
“Não, porquê?”
“Porque tudo o que eu procuro, eu encontrei em você.”
O post de hoje é, na verdade, um manifesto a favor dos taxistas.
Desde que a campanha “Lei Seca” ganhou as ruas, os depósitos do DETRAN ganharam centenas de carros cujos motoristas estavam bêbados. E os motoristas de táxi ganharam novos clientes que perderam a carteira ou que ganharam juízo e passaram a deixar seus carros na garagem. No Rio, cidade em que vivo, é possível ver várias blitz. Sim, também é possível ser parado em uma delas. Mas isso não importa. A ação é fundamental e tem todo o meu apoio. Além, é claro, dos meus pontos na carteira.
Eu fico aqui pensando na qualidade dos passageiros que esses taxistas passaram a pegar depois da “Lei Seca”. Imagine a quantidade de bebuns que mal conseguem levantar a mão para chamar o táxi. Imagine também esse mesmo bebum tentando pronunciar o endereço em que mora.
“Shifaishhh fvorrrrr….shho mi léva praaaa….praa….praa…..te considero pra caráio motorishhhta!!!! Mi léva prraaa….Dezembargadorrrrrrr…..Trompsvshhkiiiiiii!!!!!!…tô meio enjoaaaaadooooo….para motor…para porque eu vou…..”
Sugiro uma alteração no adesivo que os táxis tem usado pela cidade.
Se beber, vá de táxi. Mas não no meu.
“O Google é o meu pastor e nada me faltará.”
A mínima do dia é uma contribuição do blogueiro VBorges.
“A melhor forma de destruir a seu inimigo é converter-lhe em seu amigo.”, Abraham Lincoln
A melhor forma de arruinar uma grande amizade é transformar você em arquiinimigo.
Diálogo entre duas amigas:
Amiga 1:
“Você está no Orkut?”
Amiga 2:
“Claro.”
Amiga 1:
“E no Facebook?”
Amiga 2:
“Estou.”
Amiga 1:
“E no Twitter?”
Amiga 2:
“Sim.”
Amiga 1:
“E no MySpace? Também?”
Amiga 2:
“Também.”
Amiga 1:
“MSN?!?”
Amiga 2:
“Quem não está?”
Amiga 1:
“E quando você está no trabalho? Ou com o namorado? Ou com a família? Ou lendo? Cinema? Teatro? Tomando um drink?”
Desde o dia 20 de maio, já está em vigor no município do Rio de janeiro, a lei de número 5033/99. Essa lei obriga que expressões em língua estrangeira usadas em letreiros de lojas, restaurantes, casas noturnas, cartazes, anúncios e vitrines de comércio tenham que trazer junto sua tradução (no mesmo tamanho que as palavras em outro idioma expostas na propraganda).
As empresas não estão obrigadas a retirar seus anúncios das ruas, mas as que não se adequarem à nova regra nas próximas propagandas vão pagar multa de R$ 5 mil.
Expressões como sale, drink, off, delivery e express podem estar com seus dias contados.
O que será da Barra da Tijuca?
Se tem uma coisa que sempre me intrigou caminhando pelas ruas e avenidas que eu cruzo por aí, é o critério (ou a falta dele) pela escolha de seus nomes. Personalidades históricas estão sempre entre os homenageados com um nome de rua. Quanto maior e mais relevante for a rua (avenida, travessa, etc), mais importante é o personagem que empresta seu nome.
Agora, você já reparou como as ruas mais bizarras ou estranhas, são as que têm os nomes mais antagonicamente adequados?
Uma avenida sem uma única árvore ou arbusto sequer tem o nome de Rua das Acácias.
Uma travessa no meio de um bairro absolutamente pobre atende pelo nome de Travessa do Ouro.
Uma rua que cruza uma comunidade carente, com esgoto a céu aberto, se chama Rua Verde.
Você acha que o nome da sua rua combina com ela?
Primeiro foi no Rio de Janeiro. Depois, em São Paulo.
A passeata dos “sem-namorado” ganhou um espaço generoso na mídia semanas atrás. Milhares de mulheres (maioria, pelo o que vi na cobertura jornalística) e homens encalhados protestavam a favor do desencalhe. O argumento para os solitários é a pouca ou nenhuma qualidade do material que está disponível no mercado.
Segundo a ala feminina, “os homens solteiros ou são babacas ou são gays”. Segundo a ala masculina, “as mulheres solteiras ou são feias e chatas ou loucas para casar no primeiro encontro”.
Difícil.
Eu tive a oportunidade de ler algumas entrevistas das mulheres supostamente encalhadas no O Globo. Mulheres de 27, 28 anos. Todas profissionais formadas e razoalvemente bem-sucedidas. Todas no auge do vigor físico. Todas sozinhas há tempos. Contrariando a opinião masculina, elas não eram tão desprovidas de beleza assim. É claro que a maquiagem e o Photoshop sempre ajudam, mas elas não eram tão “desprovidas de beleza” assim.
Sendo assim, o que falta? O que falta para uma cara-metade encontrar a sua outra cara-metade?
As minhas amigas - solteiras e não desesperadas - também reclamam. Faltam príncipes-encantados e galãs, sobram sapos e manés.
É, acho que os homens estão em falta. Só sobraram os meninos.
Acabo de ler no portal do Globo Online, que um casal foi multado em R$ 965,00 por ter abandonado um cachorro vira-lata.
R$ 965,00? Que lata é essa? De caviar russo?





