Pais educam. Ou tentam. Ou deveriam.

Uma das clássicas de pais e mães que têm filhos pequenos é a tentativa de incluir a gentileza “por favor”, após a frase.

Tenho certeza de que você já passou por isso. Como pai ou como filho.

Assim como um pai que tentou, em vão, fazer a filha ser mais educada no pedido.

“Pai, eu quero uma Coca-Cola!”

Pai olha sério para a filha e diz:

“Como é que se diz, filha?!?”

Filha:

“Eu quero uma Coca-Cola!”

Pai tenta mais uma vez:

“Tá faltando uma palavra, filha…”

A filha sorri e diz:

“Pai, eu quero uma Coca-Cola…normal!”

“Quando eu bebo, fico nojento de simpático.”

Três mulheres na faixa dos 20 e poucos anos conversam animadamente sobre homens. Sim, homens. Sobre que outro assunto mais de duas mulheres conversam animadamente? O índice Dow Jones? O PIB da Suazilândia? O processo de transição do governo americano? Sim, homens.

O ponto dentro da temática era a escolha do parceiro ideal. Quais eram os critérios que definiam um homem como “perfeito” para cada uma delas.

Uma das amigas dá a sua visão sobre a questão.

“Eu? Eu sempre me envolvo com homens feios e que ganham menos que eu…assim, eu não sinto falta, remorso ou saudade quando a gente termina.”

A namorada do Ariovaldo decidiu usar o pobre coitado como bode expiatório para as suas mentiras.

Toda e qualquer desculpa dada pela mulher, invariavelmente, tinha o Ariovaldo como argumento.

Uma amiga chama a mulher para tomar um café, lanchar, botar a fofoca em dia.

Ela manda um sms, o bom e velho torpedo, dizendo: “Nao da. o Ariovaldo me chamou para um cineminha. Beijao, amiga.”

Uma outra amiga convida a moça para um passeio no shopping. Outro SMS. Outro Ariovaldo: “Amiga, nao posso. Estou discutindo a relacao com o Ariovaldo. Estou meio mal. Te devo essa.”

Assim, sem acentuação e com Ariovaldo, eram os seus torpedos.

Praia? “Ariovaldo esta dormindo. Nao quer ir.”

Aniversario da amiga? “Oi, amiga. Hoje? Hoje e aniversario da cacatua do Ariovaldo. Brigadao, amiga.”

Dia desses, o Ariovaldo caminhava pelo centro da cidade quando, para a sua surpresa, é abordado por uma das amigas da sua mulher.

A mulher, sem mais nem menos, olha para o Ariovaldo e diz, com carinha de nojo:

“Você é um babaca, Ariovaldo!”

Ariovaldo, sem entender nada de nada, faz cara de nada.

É, Ariovaldo. Vai ver que você é mesmo um babaca, cara.

Este post veio diretamente e lentamente, porque estava tudo engarrafado, de São Paulo. Depois de Aracaju, o Briefing com Fritas encontra na terra dos mano, outro correspondente internacional. Marcelo, obrigado pela bela contribuição. Agradeça, em especial, à sua filha. Ela foi brilhante.

Mariana, de 5 e poucos anos, pergunta ao pai:

“Pai, gente pode nascer de bicho?”

Marcelo, o pai, faz cara de “essa é fácil pra mim…” e responde:

“Claro que não filhota. Gente não nasce de bicho.”

A Mariana solta então o petardo:

“Então, papai, como é que o Menino Jesus nasceu da AVE Maria?!?”

“Se você está na merda, abra os dedos.”

Aluna de um instituto de educação procura uma agência de publicidade para saber mais sobre o mercado de comunicação. Mais especificamente, sobre como entrar nele.

Ela marca uma entrevista com o diretor de criação dessa agência.

Ela aparece no dia, na hora e na agência marcadas. Assim como o diretor de criação.

Feitas as devidas apresentações e, passados os 5 minutos iniciais de papo sem importância mas que servem para descontrair o ambiente, a entrevista começa.

Diretor de criação faz a pergunta clássica:

“Então…você já sabe em que departamento gostaria de trabalhar?”

Aluna:

“Pois é. Eu ainda não sei…sabe, eu estou na dúvida se trabalho na criação ou no atendimento…”

Diretor de Criação contemporiza:

“É…essa é a dúvida que a maioria dos alunos tem antes de entender o papel de cada departamento…”

Aluna interessada:

“E o que eu faço para conseguir um estágio na criação e trabalhar com profissionais tão premiados?”

Diretor de Criação:

“Você precisa montar um portfólio…uma pasta com trabalhos que digam quem você é, o seu talento, a sua capacidade de criar um anúncio, um cartaz…”

Aluna continua com cara de interessada:

“E para trabalhar no atendimento?”

Diretor de Criação:

“Você precisa de um bom currículo, boas indicações, recomendações dos clientes que atendeu, das agências que trabalhou…”

Aluna satisfeita com o que ouviu, responde:

“Ah, então eu vou ser atendimento! É bem mais fácil de entrar…”

Nota do autor do Briefing com Fritas: sim, a história é verídica. Não, não foi comigo.

Vá ao “restaurante” Paladar Carioca, na Avenida Presidente Wilson, esquina com a Beira Mar.

Ao chegar lá, peça um filé mignon grelhado, com duas saladas (uma, verde e, a outra, de tomates com palmitos). Para o prato ficar ainda mais saudável, peça também legumes cozidos.

Uma hora depois, quando o prato de difícil confecção chegar, olhe atentamente para as saladas: você vai encontrar um fio de cabelo que não nasce em alfaces. Nem em tomates, palmitos ou cenouras. Não que eu saiba. Para lembrar do momento, tire uma foto com o seu celular.

Após isso, peça para falar com o responsável pelo estabelecimento. Explique, mostre o acontecido.

Ele vai retirar o prato e trocar por um outro, bem parecido. A única diferença é a ausência do fio de cabelo.

Você, que nesse momento, já perdeu a fome, o humor e a paciência, pede a conta.

O garçom aparece com a conta e, todo serelepe, diz que o café é uma “cortesia” do restaurante pelo acontecido.

É ou não é uma maravilha de serviço? Um exemplo a ser seguido. A ser seguido pela vigilância sanitária.

Preciso me lembrar de indicá-lo como case study para uma das minhas aulas de pós-graduação em marketing. Hoje eu tive, in loco, uma aula de excelência em serviços.

Conversa absolutamente despretensiosa entre amigos.

O tema da vez era a opção sexual de alguns artistas. Artistas de maneira geral. Ícones em diversas áreas, que a média da população juraria de pés juntos e atados que são homens (sic), mulheres (sic), hetero (sic), homo (sic) ou gls (sic). Um dos amigos, cuja mulher, trabalha entre artistas, dispara com naturalidade:

“Artista gosta de gente…”

Se tem uma coisa que sempre me incomodou, essa coisa é o violão.

Na verdade, na verdade, o que me incomoda mesmo é o sujeito que tem um violão assim, para ter, apenas.

Você conhece o tipo: ele leva o violão para as festas, leva o violão para a praia, leva o violão para uma viagem, leva o violão para o trabalho, leva o violão para a sua página de fotos no Orkut, só não leva o violão para o lugar merecido: para as mãos de quem toca de verdade.

Sim.

Se esse sujeito, o estereótipo acima, realmente soubesse tocar violão, ele não seria advogado, administrador de empresas, engenheiro, arquiteto ou publicitário. Ele seria músico.

Não, não me venha com o papo de “mas é um hobby que eu tenho, Álvaro”.

Se você realmente toca e usa o instrumento musical como hobby, guarde-o para você. Quem precisa postar uma foto no Orkut, dedilhando uma nota no violão, é um otário. Que onda um sujeito pode tirar fazendo isso? Para falar a verdade, a única pessoa que tira onda e toca violão é o Jack Johnson, que além de músico é surfista.

Voltando.

Se - eu disse se - você gosta de tocar violão, monte uma banda, como o Dave Matthews. Ou vire um virtuoso e se apresente para platéias, como fazem o Yamandu Costa, o Joe Satriani, o Steve Vai ou o Stanley Jordan, apenas para citar alguns brilhantes exemplos.

Mas não. O sujeito acha legal empunhar o seu violão.

“Vou impressionar a minha garota.”, pensa ele. Impressionar como? Enquanto ele toca o violão, ele não toca nela. E se é para ouvir o cover de uma música que vocês gostam, ouça a original. Garanto que será bem melhor.

“Vou levar para a praia e impressionar a mulherada.”, imagina ele. Meu caro, se a mulherada quisesse ouvir um homem e um violão, iria ao Municipal se deleitar com o João Gilberto. Praia, não.

“Vou levar para o trabalho e tocar nas minhas horas vagas.”, reflete o sujeito. É melhor refletir mesmo. Seu chefe pode pensar em tocar você para fora da empresa. Ainda mais depois de ouvir as suas qualidades musicais.

“Vou colocar a minha foto, posando com o meu violão de estimação, no Orkut.”, gaba-se o malandro. Se a idéia é gabar-se de algo, apenas por ter uma foto ao lado de um instrumento, que tal ao lado de um boeing 777? Ao lado de uma Ferrari? Ao lado de um chateau na França? Ninguém vai saber se é seu mesmo. Assim como ninguém sabe que você toca violão apenas por posar ao lado de um.

Vai ver que é por isso: porque você não toca nada.

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